Poema: Sem freio
Sinto as batidas, como uma criança
No banco de trás, muito entediada;
Queria que parasse,
Mas não é trem - que quebra - já o meu sempre.
E sigo desenfreado que nem motorista
Bêbado, outro desvio, outra batida.
De cabeça no vidro rachado em tantos
Pedaços e todos são meus.
Não sei mais se o aperto
Que sinto é mesmo do cinto.
Todo largado, não me mexo, não consigo.
Espero ajuda...
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